AUSENCIA DEL CEMENTO
¿Sabes?
Vivo la ausencia del cemento
y no me apena,
como no me acongoja
ni atemoriza morir
para que la vida triunfe
sobre las ruinas del capital
y sus miserias.
Vivo la ausencia del cemento
y no me apena…,
menos cuando conozco
el nacimiento del alba
hecho de vuelos de paujiles
y destellos de cocuyos…;
menos cuando conozco la noche
y la montaña aureolada
con el relámpago del Catatumbo.
¿Sabes?
Yo quisiera que jamás el universo
fuera de ningún ser humano
en espacial;
que esta riqueza
fuera de todos
y por todos disfrutada:
ver cómo con sus dedos de plata
la luz de la luna
quita el velo de la noche
sin del todo quitarlo…;
burla el follaje silencioso
para desnudar de sus intimas sombras
a las rocas enmusgadas,
mientras con un arpegio de ramas
y bejucos
nos saluda el viento
con su fresco aliento
de nubes masticadas,
mientras soñamos
conque el hambre de los pobres,
por gracia del combate
será saciada
y la miseria de los pueblos
derrotada...;
en fin,
que más dicha
desear del destino
que una parcela de ternura
extendida desde el verde
en la sagrada dimensión
del nosotros.
¡que más pedir!
que no sea la dignidad para luchar,
para seguir luchando…
por no dejar al menos,
que perezcan nuestros sueños
abatidos por el puñal
del pesimismo
y el baldón de la indiferencia
Jesús Santrich
(elevado à glória em 19 de maio de 2021)
quarta-feira, 19 de junho de 2019
Jesus Santrich: Militância/Vida/Poesia * Antonio Cabral Filho - RJ
Jesus Santrich: Militância/Vida/Poesia
Poesía Guerrilheira
&
Jesus Santrich Antologia
*
Algo mais...
1- Antologia Siglo XXI
2 - Santrich Libre
&
3 - Las 2 Orilas/Jesus Santrich
***
segunda-feira, 11 de setembro de 2017
Seleta de Trovas Direitos Humanos * Antonio Cabral Filho - RJ
Seleta de Trovas Direitos Humanos
Antonio Cabral Filho - RJ
*
1
Segue livre o teu caminho,
porém,teu passo não prive
o passo do teu vizinho,
ou deixarás de ser livre!
Carolina Ramos - SP
2
Não culpo as caras pintadas
dos índios que fazem guerras...
Eu culpo as caras lavadas
dos que usurpam suas terras!
Edmar Japiassu Maia - RJ
3
Eu creio na honestidade,
na justiça clara e reta,
no fim da desigualdade...
Não sou louco! Eu sou poeta!
Olympio Coutinho - MG
4
É urgentíssima a inclusão
dos deserdados da vida,
dai-lhe terra e a certidão,
identidade e guarida.
Francisco Neves de Macedo - RN
5
Quando vejo esta pobreza
nos descaminhos urbanos,
penso logo com tristeza:
onde os Direitos Humanos?
Vânia Maria M de Figueiredo - SP
6
Se a miséria que angustia
cresce mais todos os anos,
não passarão de utopia
nossos Direitos Humanos.
Thalma Tavares - SP
7
Neste mundo de ilusões
há miséria e mordomia.
Alguns vivendo em mansões...
milhares sem moradia...
Luzia Aparecida João - SP
8
Seja ao índio assegurado,
como bem manda a razão,
o seu direito sagrado
por um pedaço de chão!
Ercy Maria Marques de faria - SP
9
Que a justiça, sem mais custos,
ao desvendar os seus nortes,
faça os ricos bem mais justos,
e faça os fracos mais fortes!
Eduardo A. O. Toledo - MG
10
Esse é o pior dos horrores
que excede qualquer lembrança:
- ver a fome ao vivo e em cores
nos olhos de uma criança.
Almerinda Liporage - RJ
11
Olhando tanta fartura
nos vem a constatação,
de que a fome se estrutura...
nos pilares da omissão!
Célia de Andrade - RJ
12
Mostra a vida em seus acenos,
contrastes que são fatais:
- alguns tem tudo de menos,
outros tem tudo demais!
Helvécio Barros - SP
13
É um herói todo escritor
que, de caneta na mão,
tem coragem de se opor
aos regimes de opressão!
Marina Bruna - SP
14
Respeitai as diferenças,
oh fanáticos tiranos,
que a liberdade de crenças
cabe aos Direitos Humanos!
Maria Madalena Ferreira - RJ
15
Eis um princípio inclemente
que o Brasil gigante encerra:
Há tanta terra sem gente,
e tanta gente sem terra.
Aloysio Alfredo Silva - MG
16
A bonança desejada,
além da paz mundial,
é ter a fome zerada
com justiça social...
Ruth Farah - RJ
17
Há tantos que estão sofrendo
sem trabalho no Brasil
e muitos enriquecendo
com a mão-de-obra infantil.
Helio Pedro de Souza - RN
18
Quem se propõe a educar,
deve esta norma saber
Quem bate para ensinar,
está ensinando a bater.
Antonio Valemtim Rufatto - SP
19
Um silêncio injusto e vão
invade bocas iguais:
umas, por não terem pão,
outras, por terem demais!
Antonio de Oliveira - SP
20
Quem forma tropa de guerra
barra quem tem atitude,
pois quer afogar a terra
no sangue da juventude.
Antonio Cabral Filho - RJ
Observação:
As primeiras 19 trovas incluidas nesta seleta pertencem à seleção feita para a "Mostra de trovas sobre A Dignidade Humana" no Bosque do Geisel, realizada pela UBT de Bauru e publicadas na página Ao Pé da Letra (JC - 27/11/2010) dentro da Jornada Bauruense Pelos Direitos HUmanos.
*
quarta-feira, 4 de maio de 2016
Diploma Mulheres Pela Paz * Antonio Cabral Filho - RJ
Diploma Mulheres Pela Paz
Antologia Mulheres Pela Paz
Mafuá Do Malungo Cabral
http://acf1408.blogspot.com.br/
Antonio Cabral Filho
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quarta-feira, 9 de setembro de 2015
terça-feira, 8 de setembro de 2015
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
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